Quando o barulho atordoante dos ruídos do mundo vos levar a momentos de tormenta,
recolhei-vos ao silêncio, dedicai-vos a ouvir apenas os sons da natureza e seus reflexos de
ressonância em vossas almas.

Meus caros irmãos, na atmosfera terrestre atual despontam inúmeras notícias, diariamente,
carregadas de tristezas e insatisfações. O barulho dos veículos apressados, aliado aos ruídos
das ondas de pensamentos descoordenados e tumultuados, projetam nas nossas mentes
cenas atordoantes que fomentam o cansaço ou até mesmo a depressão. Inúmeros são os
Espíritos arrebatados por estas correntes barulhentas que perdem o rumo de suas trajetórias e
são levados por terrenos desconhecidos e inseguros, tal como vulneráveis, em enxurradas
catastróficas.

O barulho, portanto, passou a protagonizar os espaços habitados da Terra, trazendo o
desconforto como estado comum. Inúmeros são os Espíritos atordoados que não conseguiram
manter-se em equilíbrio ante os constantes fluxos de tormentas ruidosas.

Há um antídoto capaz de asserenar as almas, conduzindo-as ao equilíbrio e mantendo-
as para o prosseguimento harmonioso e pacífico de suas trajetórias. Todos vós podeis recorrer
ao abundante e acessível recurso do silêncio, da calmaria promovida pelo cessar do barulho. O
silêncio pode ser alcançado, simplesmente, pelo desligar-se, ainda que momentaneamente,
dos barulhos do mundo.

Nesses momentos de rara beleza alcançados pelo silêncio das almas é que conseguimos
nos reconectar com Deus, sentindo-Lhe a influência benéfica, asserenando as inquietações e
respondendo aos questionamentos, antes sem solução aparente.

Buscai, para tanto, as benesses da natureza: o recorrente som das ondas do mar, o feliz
cantar dos pássaros, a claridade das estrelas em noite escura, a água a seguir seu curso em
corredeira. Esses cenários promovem-nos tranquilidade e nos elevam à atmosfera
transformadora para o despertar.

Observai-vos em silêncio e vereis que o Universo emite seus próprios sons. Quão belos
eles são!

Estejais na paz de Deus.

Um Espírito Amigo

(Psicografado em 23/10/2019)