Peixotinho nasceu em 1.º de fevereiro de 1905, em Pacatuba, Ceará. Ficou órfão de pai e mãe bem cedo e passou a conviver com seus tios maternos, em Fortaleza.
Iniciou sua educação em um seminário. Nessa ocasião lhe vieram dúvidas sobre a existência de Deus, pois, não aceitava as explicações que recebia para justificar as diferenças sociais tão marcantes no Nordeste daquela época. Começou a descrer da bondade de Deus e de sua existência até que, mais tarde, a Doutrina Espírita lhe deu as explicações que faltavam.
Com pouco mais de 15 anos, manifestaram-se nele os primeiros indícios de sua mediunidade, sob forma de terrível obsessão. Envolvido por Espíritos menos esclarecidos era tomado de estranha força física, apesar de ser fisicamente franzino.
Sofreu uma paralisia que o prostrou no leito durante seis meses. Nessa fase, um de seus vizinhos, membro de uma Sociedade Espírita de Fortaleza, solicitou permissão à família para prestar-lhe socorro espiritual, com passes e preces. Em menos de um mês, apresentava sensível melhora em seu estado físico. Foi então que começou seu aprendizado na Doutrina Espírita e Vianna de Carvalho foi um dos seus abnegados orientadores.
Em 1926, foi convocado para o serviço militar e transferido para Macaé, no Rio de Janeiro, onde fundou o Centro Espírita Pedro. Casou-se e teve nove filhos. Em 1948, mudou-se para Santos onde frequentou o Centro Espírita Ismênia de Jesus. Antes dessa mudança encontrou-se com Francisco Cândido Xavier, pela primeira vez.
Manteve sempre grande zelo pelos princípios adotados por Kardec.
Dedicou-se ao tratamento de casos de obsessão, chegando mesmo, por várias vezes, a levar doentes ao próprio lar, onde os hospedava junto de sua família.
Desencarnou no dia 16 de junho de 1966, em Campos, cercado do carinho da família.